Súbita sensação de realização ou compreensão da essência de algo. Pensamento inspirado e iluminante que parece ser divino. Ficam aqui as minhas epifanias...
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Losing touch
I'm in no hurry, you go on
And tell your friends I'm losing touch
Fill your crowd with rumours
Impending doom, it must be true
But you made your way back home
You sold your soul, like a roamin' vagabond
And about how you got lost, but you made your way back home
You went and sold your soul, an allegiance dead and gone
I'm losing touch
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O pianista
Um dos mais fantásticos filmes que vi, que deixo aqui hoje para recordar-me dos bons filmes que já tive o prazer de ver.
Pixies
Uma banda clássica com músicas fantásticas. Uma delas pertence à minha lista de músicas intemporais. Deixo assim "Hey"...
Lamego
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Tardes de trabalho
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Presente
Lindo este texto... para ler e reler...

Fosse a tua vida três mil anos e até mesmo dez mil, lembra-te sempre que ninguém perde outra vida que aquela que lhe tocou viver e que só se vive aquela que se perde. Assim a mais longa e a mais curta vida se equivalem. O presente é igual para todos, e o que se perde é, por isso mesmo, igual, e o que se perde surge como a perda de um segundo. Com efeito, não é o passado ou o futuro que perdemos; como poderia alguém arrebatar-nos o que não temos?
Por isso toma sentido, a toda a hora, nestas duas coisas: primeiramente, que tudo, desde toda a eternidade, apresenta aspecto idêntico e passa pelos mesmos ciclos, e pouco importa assistir ao mesmo espectáculo em duzentos anos ou toda a eternidade; depois, que tanto perde o homem que morre carregado de anos como o que conta breves dias, consistindo a perda no momento presente; não se pode perder o que não se tem.
Marco Aurélio (Imperador Romano), in "Pensamentos"

A FORÇA DO PRESENTE
Fosse a tua vida três mil anos e até mesmo dez mil, lembra-te sempre que ninguém perde outra vida que aquela que lhe tocou viver e que só se vive aquela que se perde. Assim a mais longa e a mais curta vida se equivalem. O presente é igual para todos, e o que se perde é, por isso mesmo, igual, e o que se perde surge como a perda de um segundo. Com efeito, não é o passado ou o futuro que perdemos; como poderia alguém arrebatar-nos o que não temos?
Por isso toma sentido, a toda a hora, nestas duas coisas: primeiramente, que tudo, desde toda a eternidade, apresenta aspecto idêntico e passa pelos mesmos ciclos, e pouco importa assistir ao mesmo espectáculo em duzentos anos ou toda a eternidade; depois, que tanto perde o homem que morre carregado de anos como o que conta breves dias, consistindo a perda no momento presente; não se pode perder o que não se tem.
Marco Aurélio (Imperador Romano), in "Pensamentos"
Esperança

O PRAZER EM PERSPECTIVA: A ESPERANÇA
A esperança é filha do desejo, mas não é o desejo. Constitui uma aptidão mental, que nos fez crer na realização de um desejo. Podemos desejar uma coisa sem que a esperemos. Toda gente deseja a fortuna, muito poucos a esperam. Os sábios desejam descobrir a causa primitiva dos fenómenos; eles não têm nenhuma esperança de consegui-lo. O desejo aproxima-se algumas vezes da esperança, a ponto de confundir-se com ela. Na roleta, eu desejo e espero ganhar. A esperança é uma forma de prazer em expectativa que, na sua actual fase de espera, constitui uma satisfação frequentemente maior do que o contentamento produzido pela sua realização. A razão é evidente. O prazer realizado limita-se em quantidade e em duração, ao passo que nada limita a grandeza do sonho criado pela esperança. A força e o encanto da esperança consistem em conter todas as possibilidades de prazer. Ela constitui uma espécie de vara mágica que transforma tudo. Os reformadores nunca fizeram mais do que substituir uma esperança por outra. Gustave Le Bon, in "As Opiniões e as Crenças"
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