quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Precious

Boas críticas, à partida um desempenho formidável por parte desta nova estrela do cinema fugindo a todos os esteriotipos, nomeações para óscares, e só de ver o trailer parece que é mesmo daqueles filmes feitos à medida para eu ver e adorar.
O meu próximo filme... "Precious"

Ballad for the unborn

Jazz... descobri-o há cerca de um ano e isso devo-o essencialmente a este formidável trio, infelizmente inexistente actualmente devido à morte prematura do seu mentor. Sendo uma das bandas que fixou morada no meu mp3, hoje lembrei-me de deixar aqui um pouco do génio de Esborn Svensson...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Just Breathe

Tal como uma fénix, renascemos volta e meia. O que no momento é uma grande confusão, começa a iluminar-se em frente aos nossos olhos uma nova visão, mais franca ou verdadeira do que a visão antes do renascimento.
Aqui fica a música da minha última metamorfose.

Dadaísmo

"Eu redijo um manifesto e não quero nada, eu digo portanto certas coisas e sou por princípios contra manifestos (...). Eu redijo este manifesto para mostrar que é possível fazer as acções opostas simultaneamente, numa única fresca respiração; sou contra a acção pela contínua contradição, pela afirmação também, eu não sou... nem para nem contra e não explico por que odeio o bom-senso." Tristan Tzara


Nascimento do novo Homem

"Há estes lapsos no tempo, longe do sombrio presente rumo a um presente passado em que, de repente, toda a gente está como era e os mortos vivem." Dali


Se pudesse escolher...

Tomei a liberdade de "roubar" este fantástico texto do blog "Noites em claro que povoam meus dias escuros", alojado em http://mateiaines.blogspot.com/.
E porquê este plágio? Simplesmente porque cada palavra faz sentido. Um texto tão simples e rico. E verdade seja dita, é isto que eu QUERO!



Não tenho tristeza de morrer, medo muito menos, nunca poderei saber o que é estar morta, sem de facto morrer, sei contudo o que é estar viva e nada mais sentir, que a desprezível dor do teu amor… nada mais sinto que a dor do teu amor. Mas elas confundem-se no entanto, entrelaçam-se como dois corpos durante o sexo. Sei no entanto através dela o que é sentir-me viva, e sentir a vida no fio da navalha. Sinto-me também exausta de tanto sentir sem contudo saber aquilo que sinto. A exaustão das manhas sublimes em que desperto a teu lado em silêncio, vendo o dia a clarear, sentindo a cada amanhecer que envelheço mais um dia. Procuro em mim a resposta? Que em lado nenhum encontro… perdi-me no dia em que te encontrei... fica a pergunta para ti e para mim, ou para quem souber a resposta… quando fiquei eu assim? Que aconteceu no processo?
Quem nunca sentiu a dor do amor dilacerante? Nunca amou verdadeiramente… são uma espécie de vegetais, de carneiros, que apenas caminham no sentido dos outros. Esses nunca partilharam do meu mundo, nunca contemplaram o meu sol nunca respiraram o ar da minha boca, nem beberam água dos meus lábios. Mas no fim irão partilhar do meu destino! O meu talvez mais curto… mais cruel! Mas definitivamente mais poético e mais verdadeiro, e por fim mais intenso.
Não quero morrer de velhice encostada a um qualquer cadeirão, a usar fralda, a urinar-me pelas pernas abaixo, num qualquer refúgio para velhos, apenas esperando a hora da sopa e quem sabe a hora da morte momentos a seguir. Não quero ir ingloriamente quando já nada há a esperar da vida, quando nem os vermes se poderem deliciar com a minha carne. Quando já nem me possa lembrar das coisas boas da vida! Do que é fazer amor… da noite e do dia… do lusco-fusco que tanto amo, e por fim de ti… do teu rosto, do calor do teu corpo, da forma bruta como me possuis. Não achas triste morrer assim?
Eu prefiro, morrer intensamente, como vivi! Quero sentir a dor de uma lâmina fria a entrar-me no ventre quente, ou a bala quente entrar-me na carne fria… quero sentir o sangue quente a esvair-se lentamente, por entre os meus dedos, e com ele a dor fria da morte á espreita. Quero entrar no infinito intensamente como só as almas selvagens o conseguem fazer.
Se pudesse escolher…
Um dia…
Um lugar…
Um modo de morrer.
Assim seria!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Guernica

Um quadro que tive o prazer de ver recentemente do Centro de Artes Raínha Sofia em Madrid. De qualquer forma, o vídeo que se segue é impressionante... Uma agradável homenagem a Picasso...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Arriscar

"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota."
Theodore Roosevelt

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Tindersticks CCVF

O cenário: nos olhos, Stuart Staples visto da 2ª fila; nos ouvidos a esplendorosa e poderosa musica de Tindersticks; no nariz o perfume de um desconhecido ao lado; na memória, o perfume que já pertenceu a alguém unido à musica da banda que ouvimos interminavelmente... Ironicamente, o nome do album é "Falling down a mountain", ontem desceu, não da montanha, mas de um local mais alto. Foi uma noite de recordações, muitas... muitas... em que parecia que tudo se tinha organizado com um unico objectivo... recordar.
Foi também no dia em que soube que teria de deixar a escola que tanto adoro... ironicamente...
Se epifanias existem, aquela hora e meia foi concerteza um estado permanente de comoções superiores...
Valeu muito, foi um espectáculo magistral, com cada instrumento a deixar sair não som, mas emoção...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Runaway

Os dias nem sempre correm pelo melhor, umas vezes sabemos o que correu mal, outras nem por isso... Há males que sabemos tratar, existem outros que por mais que queiramos fugir, eles são como sombras... não as tocamos, nem sempre as vemos, por vezes não reparamos, mas sabemos que estão e estarão sempre lá... E nestes casos, resta-nos esperar que voltemos ao que somos. Para acompanhar este dia, "The National" com "Runaway". Irónico o titulo da musica...