terça-feira, 13 de setembro de 2011

Hadji Murat


Na capa do livro tem escrito. " A melhor história do mundo, ou pelo menos, a mais bem contada". Bem, não sei se será ou não a melhor, tenho as minhas duvidas, mas não duvido minimamente que é das mais bem contadas. Tolstoi é considerado por muitos como o melhor escritor de todos os tempo. Mais uma vez, não sei se é ou não, lá está, são opiniões, mas que ninguém ouse por em causa a grandiosidade do discurso deste escritor. Hadji Murat é apenas isso mesmo, uma história, na qual o leitor fica completamente absorvido pela narrativa. No final do livro, parece que foi tão simples e natural a Tolstoi escrever este livro, como para um comum mortal é assinar um papel.

O Eterno Marido


Sim, ando completamente apaixonada pelos clássicos. Não é por acaso que Dostoievski pertence ao grupo de escritores que continuam insuperáveis. Levei este livro para uma viagem até Geneve, mas infelizmente não passou do primeiro dia. Devorei este livro em apenas um dia. A primeira razão é que é pequeno, a segunda é que não dá para parar de ler.

A Insustentável Leveza do Ser


Um livro escolhido a dedo para atravessar o sul da europa. Livro que adorei, e está novamente em lista de espera, porque é daqueles que quando se lê uma vez sabe bem, quando se repete sabe ainda melhor.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A vida é breve


Do escritor de "O mundo de Sofia", Jostein Gaarder expõe uma carta escrita pela companheira de Santo Agostinho, após este a ter abandonado para se dedicar exclusivamente à religião. É um relato de uma mulher cujo espírito estava muito à frente do tempo dela. Numa altura em que as mulheres eram subjugadas, esta mente inteligente quebrou barreiras.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A sombra do vento

Primeiro livro que li de Carlos Ruiz Zafón. História interessante, bem contada e muitíssimo bem escrita.


O livro do riso e do esquecimento

De um autor fora de série... um dos melhores livros que já li.


A viagem do elefante

Saramago, obrigatório para férias.


Platão e um ornitorrinco entram num bar

Um óptimo livro para os leigos em filosofia. A prova de que se pode aprender enquanto se ri.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Roma

Roma, a cidade eterna...
Como se pode agradecer um presente de aniversário destes? Ficando imensamente agradecida e aproveitando ao máximo.
Roma é daquelas cidades que estava ansiosa para conhecer, pela arte e pela história, e depois de a conhecer chego à conclusão que é um destino obrigatório. Fora os tradicionais marcos históricos, a cidade é mexida, por vezes caótica... motas, motinhas, carrinhos, ferraris, pizzas, gelados, padres e freiras... coisas que se vêm constantemente ao virar de cada esquina...

Dia 1
Voo marcado para as 7h20m que foi adiado para as 9h45m. Muito sono a fazer horas pelo aeroporto e uma boa soneca no avião até aterrar em Fiumicino. Chegada a Roma e destino ao local de dormida, St Agostino, para pousar a mochila e começar a contar milhas nas pernas.
Dia dedicado apenas a andar pelas ruas da cidade, passando pela Piazza del Popolo, Escadaria Tinitá dei Monti e pela indescritivel Fontana di Trevi. Esta fonte foi daquelas coisas que me tirou o fôlego, e é para isto que vivo, para ver coisas que jamais sairão da minha cabeça. Aquela sensação que tive quando vi pela primeira vez a fonte ficará marcada na memória. Passagem também pelo Panteão, edifício antigo e imponente.









Dia 2
Dia do Vaticano. Se esperava algo grandioso, essa expectativa ficou muito aquém da realidade. A praça de S. Pedro não surpreendeu, mas o interior da Basílica e o Museu do Vaticano são colossais. Este dia ficou na minha memória por uma outra razão, vi 2 das esculturas que mais ambicionava, a Pietá de Miguel Angelo que se encontra no interior da basílica e o Pensador de Rodin do museu. Para além disso vi com os meus olhos a Capela Sistina. Todo o museu é um hino à arte, e apesar de já conhecer alguns museus pela Europa, nenhum deles contém a magnitude deste. É impossível imaginar andar 2 horas pelos corredores do museu e todos os cantos e cantinhos das paredes e tectos estarem pintados pelas mãos dos grandes mestres da Renascença. Uma das paredes tem o incrível afresco de Rafael "A escola de Atenas". Bem, fiquei sem palavras naqueles corredores e com uma dor no pescoço de estar sempre a olhar para cima. É imperdível este museu...













Dia 3
Diz o ditado "Em Roma sê romano", e nada melhor que passar o dia pelas monumentais ruínas do Coliseu, Palatino e Forum Romano. Muito calor, já o cansaço a pesar nas pernas, mas o Coliseu... bem... pergunto-me várias vezes como construiram aquilo. Quer se queira ou não, recuamos umas boas centenas de anos e imaginamos a agitação em momentos de Coliseu cheio, assim como a rotina naquela cidade milenar. Ao final da tarde, uma voltinha até à marginal do rio, jantar naquelas fabulosas ruelas e uma última visita à Fontana de Trevi.





Dia 4
Dia de pensar em regressar... última voltinha pela cidade e preparar as malas para apanhar o voo de regresso.



Vou ter saudades... foram mais uns dias inesquecíveis...

PS: Ao Pedro, mil obrigados pelo presente (o melhor presente que poderia desejar), pela companhia, mas acima de tudo... por todas as coisas que tenho de te agradecer, mas isso não partilho com ninguém, fica entre nós...

domingo, 26 de junho de 2011

José e Pilar

Gosto de Saramago, pela pessoa e pelos livros.
Queria há muito tempo ver este documentário, a expectativa era grande e não desiludiu. Adorei... adorei... adorei... O dia-a-dia de um Nobel incompreendido e julgado no seu próprio país, mas que conquistou o mundo. A mim, o que me conquistou ao vê-lo no documentário, foi a sua força de vida desejando uma única coisa... tempo! Precioso tempo que não teve, ou melhor, que se esgotou. Tempo este que tenho, que lentamente se vai esfumaçando, mas tenho o compromisso e a promessa a mim mesma de não o desperdiçar.