Do sul de Saigão, para a capital a norte, Hanói. A curiosidade não era muita para conhecer esta cidade, mas existe próximo um local obrigatório, a fenomenal baía de Halong.
Em Hanói, tal como em Saigão, o transito é caótico, as pessoas vivem na rua e os chapéus bicudos vêm-se por todo o lado. Fiquei alojada no Hotel Amanda, no meio da parte antiga da cidade, onde as ruas são estreiras, e as pessoas têm de caminhar pela estrada no meio das motas, uma vez que todos os passeios estão ocupados pelas motas estacionadas, mesinhas e cadeias pequenas onde a população faz a rotina, desde o dormir a sesta em cima da mota, ou fazer todas as refeições nos passeios. Reparei no entanto numa grande diferença para Saigão. Aqui, já existem avenidas largas para o transito circular, e mesmo as construções são diferentes, não estivesse esta cidade a poucos quilómetros da vizinha China.
O unico local obrigatório a visitar nesta cidade, é o belo Templo da Literatura, mas que implica uma longa caminhada para os mais corajosos que queiram ir a pé, implicando muito tempo ao sol, mas que é uma forma de ver a cidade.
Súbita sensação de realização ou compreensão da essência de algo. Pensamento inspirado e iluminante que parece ser divino. Ficam aqui as minhas epifanias...
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Saigon (Ho Chi Minh)
16 horas de viagem, mais 6 do fuso horário. Enfim, aterrei em Saigão às 17h locais. O primeiro impacto à saída do avião é a humidade no ar, e aguardar um minuto para o corpo se preparar para a atmosfera que me iria acompanhar durante as próximas semanas.
A primeira palavra que me vem à cabeça a pensar nesta cidade é: motas. É incrivel e inimaginavel para um europeu a quantidade de motas e motinhas que circulam naquelas estradas, tornando o transidto um absoluto caos. A primeira vez que se tenta atravessar uma estrada é uma verdadeira aventura, que com a experiencia se torna algo banal fazer tangentes a motas. Para além das motas, salta logo à vista a quantidade e confusão de cabos em todas as ruas. Os chapéus em bico estão por todo o lado.
Finalmente, estamos no Vietnam, um país comunista. Eles sabem e não escondem, em todo o lado são visiveis bandeiras comunistas e apelos.
Acho que o episódio mais curioso que vou guardar com muito carinho foi quando me sentei num banco num parque para descansar, e vi aproximarem-se um jovens com ar intimidado, até que uma rapariga me perguntou se podia falar comigo. Fiquei, no minimo intrigada e perguntei a coisa mais básica que me passou pela cabe "Porquê?". A resposta foi rápida e gagejada "Para poder treinar inglês". Com o passar da conversa, explicaram que são estudantes e como não têm dinheiro para viajar, praticam o seu inglês com turistas. Fiquei na conversa uns bons minutos até me despedir. Saí dali a pensar: mas alguma vez isto aconteceria na europa? A resposta é negativa.
Com a cidade já vista, é obrigatório... obrigatório... fazer um tour pelo Delta de Mekong. A viagem, apesar de ser apenas de 80 km, demora 4 horas a fazer pelas estradas e transito caótico do Vietnam, mas vale a pena. Não sou muito fã de tours, geralmente gosto de andar com a minha liberdade, mas certos locais ganha-se muito indo em tour, este é o caso. Depois da viagem de autocarro, vamos num barco ver o mercado flutuante, onde achei muito curioso que o que esteja à venda no barco é colocado um exemplar em cima de um pau para assim identificar. O almoço é feito numa ilha no meio do nada e depois do almoço até se pode dar uma voltinha de bibicleta. A ultima parte antes do regresso é uma viagem de barco tipico do delta remado por uma habitante local. De tudo o que vi, 2 coisas ficaram maravilhosamente marcadas. A primeira foi quando andei a todo o gás de bibileta naquelas estreitas estradas rodeadas por palmeiras, e a segunda, a cara, a pose e o olhar de uma vietnamita que à porta de sua casa estava a tentar vender impermeáveis num dia a raiar de sol. O seu sorriso maravilhoso deu-me voltade de lhe comprar tudo. Aquela cara irá para sempre ficar na minha memória com muito muito carinho.
Feito isto, aeroporto e rumo ao norte, Hanói...
Com a cidade já vista, é obrigatório... obrigatório... fazer um tour pelo Delta de Mekong. A viagem, apesar de ser apenas de 80 km, demora 4 horas a fazer pelas estradas e transito caótico do Vietnam, mas vale a pena. Não sou muito fã de tours, geralmente gosto de andar com a minha liberdade, mas certos locais ganha-se muito indo em tour, este é o caso. Depois da viagem de autocarro, vamos num barco ver o mercado flutuante, onde achei muito curioso que o que esteja à venda no barco é colocado um exemplar em cima de um pau para assim identificar. O almoço é feito numa ilha no meio do nada e depois do almoço até se pode dar uma voltinha de bibicleta. A ultima parte antes do regresso é uma viagem de barco tipico do delta remado por uma habitante local. De tudo o que vi, 2 coisas ficaram maravilhosamente marcadas. A primeira foi quando andei a todo o gás de bibileta naquelas estreitas estradas rodeadas por palmeiras, e a segunda, a cara, a pose e o olhar de uma vietnamita que à porta de sua casa estava a tentar vender impermeáveis num dia a raiar de sol. O seu sorriso maravilhoso deu-me voltade de lhe comprar tudo. Aquela cara irá para sempre ficar na minha memória com muito muito carinho.
Feito isto, aeroporto e rumo ao norte, Hanói...
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Viagem 2012 - O Sudeste Asiático
Conforme o dia da partida se aproxima, também aumenta o friozinho na barriga, natural de quem vai embarcar na maior viagem efectuada. Gosto de uma vida simples, não perco a cabeça por moda nem qualquer produto material. Mas se existe coisa que me faz poupar dinheiro durante meses, essa razão é viajar. Este ano, depois de conhecer já muito da europa, era altura de passar 3 semanas do outro lado do planeta, o meu olá ao sudeste asiático. Dia 25 de Julho, com uma mochila às costas, lá me apresentei no balcão da Emirates no aeroporto de Madrid, com apenas uma mochila às costas cheia de roupa e expetactiva, ao lado do Pedro para a primeira maratona de aviões: Madrid - Dubai - Saigão. Bastaria o primeiro avião aterrar, para que eu sentisse um mundo diferente do qual eu vivo.
Andei durante meses a pensar, sonhar e planear esta viagem. Vietnam, Tailândia e Malásia, afinal, o que me esperaria aquele outro lado com pessoas tão diferentes das europeias? Mochila pronta, passaporte preparado para mais uns carimbos, visto tratado.... e que comece a aventura.
Por cada viagem que faço, a certeza que nasci para isto aumenta exponencialmente. Não me imagino "fechada" numa cidade nem num país... eu sou uma cidadã do mundo, ciente de onde fica o meu lar, em Fafe. Hoje, que já terminei esta viagem, os planos são começar a poupar e a pensar na próxima, porque há sonhos e sonhos, e se eu sonho percorrer o mundo, aos poucos vou avançando neste objectivo nada fácil.
Andei durante meses a pensar, sonhar e planear esta viagem. Vietnam, Tailândia e Malásia, afinal, o que me esperaria aquele outro lado com pessoas tão diferentes das europeias? Mochila pronta, passaporte preparado para mais uns carimbos, visto tratado.... e que comece a aventura.
Por cada viagem que faço, a certeza que nasci para isto aumenta exponencialmente. Não me imagino "fechada" numa cidade nem num país... eu sou uma cidadã do mundo, ciente de onde fica o meu lar, em Fafe. Hoje, que já terminei esta viagem, os planos são começar a poupar e a pensar na próxima, porque há sonhos e sonhos, e se eu sonho percorrer o mundo, aos poucos vou avançando neste objectivo nada fácil.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Primavera Sound
Um dos mais esperados festivais... O Primavera Sound. Pulseira laranja no pulso que me garantia a entrada para os 4 dias, presente fantástico de Natal vindo diretamente da Suiça.
Começou na quinta, com uma ameaça de chuva. Eram 19 horas e estava eu a entrar no recinto, pronta para o que viria a ser o melhor festival que assisti até hoje. Ambiente tipicamente europeu, onde a língua portuguesa se misturava com os mais variados idiomas e a média de idades, felizmente se situava à volta dos trintas. Por várias vezes senti-me num país algures, fora de Portugal. A chuva lá acabou por aparecer no Sábado, dia em que devido ao jogo da seleção nacional, só fui para o recinto por volta das 22h, coincidindo com a paragem da chuva.
Concertos vistos: Atlas Song, sentadinha na relva; o meu querido Yann Tiersen, sentada na mantinha ao por do sol; The Drums, banda da qual não sou grande fã e aproveitei para ir jantar alguma coisa, Suede, Mercury Rev, bandas também das quais não sou grande fã e estive deitada na relva a descansar um pouco, e a fechar o primeiro dia, uma boa supresa, os The Rapture.
Sexta comecei com um bom concerto no palco quatro, os Other Lives. No final, um saltinho a Yo La Tengo e The War on Drugs que também gostei destes ultimos. Mais uma vez, mantinha na relva e por do sol a ver desta vez Rufus Wainwright. Depois, mais um saltinho a Flaming Lips e Codeine, que acabei por trocar por Black Lips. Depois, Wilco e Neon Indian, palco este do qual já não arredei à espera dos incomparáveis Beach House. Saída deste palco para o palco Optimus para acabar a noite em grande com M83.
Sábado, já com as baterias a meio, começo por dar uma volta pelo recinto para ouvir The weeknd e Lee Renaldo, para pouco depois montar barraca à espera dos Kings Of Convenience. Depois, Saint Etienne, e dez minutos depois troquei-os por Washed Out com ambiente bem animado. Acabar com uma desilusão que foram os The XX. A banda não esteve à altura do publico presente, com um album tão bom como o deles, têm obrigação de dar mais energia ao vivo. Não pagaria para ver um concerto deles.
Domingo, ultimos cartuchos para o Hard Club. Nada como uma francesinha na ribeira e depois ouvir um concerto. Infelizmente, You can´t win Charlie Brown e Veronica Falls estava lotado, e só restou Julie & the carjackers. Findo isto, despedi-me de um fantástico festival.
Melhores momentos: Como grande fã de Yann Tiersen, adorei o concerto. Beach House, por também ser uma grande admiradora, e pelo bom concerto que deram. M83, pela energia contagiante. Kings of Convenience, pela descontração e boa disposição, assim como pelo ambiente acolhedor que conseguiram criar mesmo estando a tocar para uma imensidão. Incrivel como aqueles dois com duas violas em palco conseguem contagiar 20 mil pessoal, ao ponto de se levantarem e começarem aos saltos. Por outro lado, por duas vezes quase me vieram as lágrimas aos olhos, a primeira foi quando dedicaram uma musica a quem está numa grande metrópole fora de Portugal (a razão é mais que óbvia), e a segunda ocorreu aquando de um sussurro de uma mensagem antiga de título Guebah. Outra razão para ter sido um festival inesquecivel foi a excelente companhia destes dias, desde o Pedro, Tania, Leninha, Luís, Joana, a comitiva estrangeira, Lola e Jude, até ao pessoal que ía variando conforme o dia.
Geralmente, quando se vai a festivais, recebe-se porta chaves, bonés e coisas do género. Raramente trago estes objectos, pois sei que o destino final é lixo, por isso, mais vale nem pegar. Tanto a mantinha/saco como o impermeável distribuídos são práticos, bonitos e já estão guardados à espera de um uso futuro.
Imperdoável: não haver café no recinto, colocarem Beach House no palco mais pequeno e os M83 tocarem menos de uma hora.
Concluindo: foi óptimo, correu muito bem e é de repetir. E para o ano, se possível, é para lá estar novamente.
Começou na quinta, com uma ameaça de chuva. Eram 19 horas e estava eu a entrar no recinto, pronta para o que viria a ser o melhor festival que assisti até hoje. Ambiente tipicamente europeu, onde a língua portuguesa se misturava com os mais variados idiomas e a média de idades, felizmente se situava à volta dos trintas. Por várias vezes senti-me num país algures, fora de Portugal. A chuva lá acabou por aparecer no Sábado, dia em que devido ao jogo da seleção nacional, só fui para o recinto por volta das 22h, coincidindo com a paragem da chuva.
Concertos vistos: Atlas Song, sentadinha na relva; o meu querido Yann Tiersen, sentada na mantinha ao por do sol; The Drums, banda da qual não sou grande fã e aproveitei para ir jantar alguma coisa, Suede, Mercury Rev, bandas também das quais não sou grande fã e estive deitada na relva a descansar um pouco, e a fechar o primeiro dia, uma boa supresa, os The Rapture.
Sexta comecei com um bom concerto no palco quatro, os Other Lives. No final, um saltinho a Yo La Tengo e The War on Drugs que também gostei destes ultimos. Mais uma vez, mantinha na relva e por do sol a ver desta vez Rufus Wainwright. Depois, mais um saltinho a Flaming Lips e Codeine, que acabei por trocar por Black Lips. Depois, Wilco e Neon Indian, palco este do qual já não arredei à espera dos incomparáveis Beach House. Saída deste palco para o palco Optimus para acabar a noite em grande com M83.
Sábado, já com as baterias a meio, começo por dar uma volta pelo recinto para ouvir The weeknd e Lee Renaldo, para pouco depois montar barraca à espera dos Kings Of Convenience. Depois, Saint Etienne, e dez minutos depois troquei-os por Washed Out com ambiente bem animado. Acabar com uma desilusão que foram os The XX. A banda não esteve à altura do publico presente, com um album tão bom como o deles, têm obrigação de dar mais energia ao vivo. Não pagaria para ver um concerto deles.
Domingo, ultimos cartuchos para o Hard Club. Nada como uma francesinha na ribeira e depois ouvir um concerto. Infelizmente, You can´t win Charlie Brown e Veronica Falls estava lotado, e só restou Julie & the carjackers. Findo isto, despedi-me de um fantástico festival.
Melhores momentos: Como grande fã de Yann Tiersen, adorei o concerto. Beach House, por também ser uma grande admiradora, e pelo bom concerto que deram. M83, pela energia contagiante. Kings of Convenience, pela descontração e boa disposição, assim como pelo ambiente acolhedor que conseguiram criar mesmo estando a tocar para uma imensidão. Incrivel como aqueles dois com duas violas em palco conseguem contagiar 20 mil pessoal, ao ponto de se levantarem e começarem aos saltos. Por outro lado, por duas vezes quase me vieram as lágrimas aos olhos, a primeira foi quando dedicaram uma musica a quem está numa grande metrópole fora de Portugal (a razão é mais que óbvia), e a segunda ocorreu aquando de um sussurro de uma mensagem antiga de título Guebah. Outra razão para ter sido um festival inesquecivel foi a excelente companhia destes dias, desde o Pedro, Tania, Leninha, Luís, Joana, a comitiva estrangeira, Lola e Jude, até ao pessoal que ía variando conforme o dia.
Geralmente, quando se vai a festivais, recebe-se porta chaves, bonés e coisas do género. Raramente trago estes objectos, pois sei que o destino final é lixo, por isso, mais vale nem pegar. Tanto a mantinha/saco como o impermeável distribuídos são práticos, bonitos e já estão guardados à espera de um uso futuro.
Imperdoável: não haver café no recinto, colocarem Beach House no palco mais pequeno e os M83 tocarem menos de uma hora.
Concluindo: foi óptimo, correu muito bem e é de repetir. E para o ano, se possível, é para lá estar novamente.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Intouchables
Vejamos, a primeira cena do filme tem como musica de fundo Ludovico Einaudi, Nina Simone lá para o meio. É um filme europeu, tal como a maioria dos que gosto, é baseado numa história veridica, tem arte, bom humor e uma lição. Resumindo, contém todos os ingredientes necessários que adoro em filmes. Foi o melhor que vi este ano... muito bom.
sábado, 21 de abril de 2012
Gotye
Bom som vindo da Austrália. Raramente um cover fica ao nivel do original, mas neste caso iguala.
Rally Portugal
Quem nasceu em Fafe cresceu com o som dos motores a varrer os montes de Fafe. Retirar o rally do seu apogeu em Portugal, foi um duro golpe, mas felizmente, voltou para matar as saudades. Mochila às costas, monte acima madrugada dentro, horas de espera, toneladas de pó... mas com um enorme sorriso a rasgar a cara.
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