Súbita sensação de realização ou compreensão da essência de algo. Pensamento inspirado e iluminante que parece ser divino. Ficam aqui as minhas epifanias...
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
O regresso ao Ocidente
Meio dia em ponto e entrávamos no primeiro barco que nos levaria do resort até ao porto da ilha. Passado uma hora, mais um barco até Phuket. Depois, um taxi até à praia desta ilha para almoçar. A seguir, mais um taxi até ao aeroporto. Viagem pela Bangkok airways até Bangkok. Duas horas de escala e mais um voo de 6 horas até ao Dubai. A parte boa desta voo foi ter viajado no gigantesco Air Bus 380, o maior avião comercial do mundo. Chegados ao Dubai, mais 3 horas de escala, e eis que um grande acontecimento nos faz rasgar dois sorrisos. Ao embarcar, fomos postos em business class... Meu Deus, o ultimo voo, no qual já estávamos esgotados de andar em viagem à 24h, e em vez de 2 lugares no meio da fila e em económica, passamos para 2 lugares à janela em business. A viagem é incomparável. Poltronas em vez dos típicos assentos, com capacidade de se tranaformar em cama. O requinte e serviço é incomparável ao da classe económica. Quase que restabeleci as minhas energias naquele voo, ao invés de virem para red line.
Chegados a Madrid, apanhar um autocarro, depois outro e eis que finalmente pouso os sacos e vou directa à piscina... Tinha chegado da maior viagem que tinha feito.
Quem embarca numa viagem ao sudeste asiático, vem com a cabeça cheia de imagens maravilhosas. Vi alguns dos locais mais belos do planeta, dos mais caóticos, experimentei comidas que ainda hoje não sei o que era aquilo, aprendi a comer de pauzinhos, convivi com baratas, morcegos, caranguejos e morcegos, fui mordida por peixes, nadei em águas transparentes e quentes, enfim, um sem fim de memórias. Mas de todas estas novas experiências, penso que a mais marcante para qualquer viajante são as pessoas. De uma simplicidade arrepiante com um sorriso fácil e genuíno sempre estampado na cara, apesar de muitas vezes viverem em extrema pobreza. Isto levou-me a pensar no rumo que segue a Humanidade. Evoluir tecnologicamente, criar cidadãos activos e responsáveis e mais uma data de coisas tais, e pergunto-me, no meio de tanta evolução, onde ficou esta humildade e este sorriso que dificilmente se encontram nos países considerados desenvolvidos. Pois, não sei. Mas por várias vezes me senti envergonhada por ser europeia quando via atitudes despropositadas de europeus para com os asiáticos. Eles são realmente um povo extraordinário, e sem duvida alguma, foi a maior riqueza que trouxe de lá.
Koh Phi Phi
Último destino desta maratona: uma merecida semana numa praia perdida numa pequena ilha da Tailãndia: Koh Phi Phi Don.
Esta ilha foi escolhida com todo o cuidado necessário de quem procurou um lugar calmo e ao mesmo tempo paradisíaco. Se no plano inicial estava Koh Tao ou Koh Yao Noi, à ultima da hora decidimos por Koh Phi Phi, e foi uma decisão que em nada ficámos a perder. Para chegar ao hotel, implicou uma viagem de avião até á ilha de Phuket, atravessar a ilha toda de taxi, apanhar um barco para uma viagem de hora e meia, e depois de chegar ás Phi Phi ainda apanhar outro barco para o Hotel. Quando cheguei á ilha, o primeiro impacto é a cor da água, um verde transparente como nunca tinha visto. Seguidamente, olho em volta e reparo que são poucos os edificios em cimentos e que não existem estradas nem carros. Se via isto na vila, não imaginava o local do hotel. Pela viagem de barco, atravessámos metade da ilha e não conseguia parar de me surpreender com as paisagens e praias. Até que avistei uma pequena rodeada de árvores pela qual fiquei encantada, até reparar que o barco virava nessa direcção, era o nosso resort. Aquilo que os tailandeses das ilhas chamam de resort, não passam de pequenas cabanas perto da água, contruídas em madeira e bambu com o mínimo essencial. Mas era mesmo isto que eu andava à procura... O resort de nome Relax Beach Resort, era um aglomerado de cabanas enfiadas no meio das árvores a poucos passos da praia. A recepção e todo o espaço comum eram construídos em madeira, dando um aspecto primitivo, mas ao mesmo tempo acolhedor a todo o espaço. Adorei cada minuto naquele sítio, sem TV, sem água quente e com a electricidade e internet muito limitado. O unico senão eram as baratas que apareciam à noite na cabana, que implicava uns minutos a pô-las para fora, e uma aranha gigantesca que fez questão de aparecer duas vezes, deixando na segunda um saco cheio de aranhas pequenas a vaguear pela casa de banho. A rotina neste local era maravilhsa... acordar cedo com o sol a entrar pela janela, percorrer 5 metros até à praia, tomar o primeiro banho, ir tomar o pequeno almoço, relaxar numa cadeira na praia ou numa rede de alguma árvore, ir almoçar, voltar para a praia, mais um banho, mais um tempo a fazer snorkeling, ler um livro, tomar outro banho, beber um cocktail, jantar, sentar numa cadeira na areia a ver as estrelas, ver o empregado do bar a fazer malabarismo, pegar na lanterna e percorrer a praia ou o jardim até à cabana, enxutar as baratas e dormir. Passei dias a fazer apenas isto e gozei cada segundo.
Apenas por duas vezes deixámos esta rotina, uma foi para fazer um tour pela ilha onde estávamos e por ilhas vizinhas e a outra para subir ao pointe view. No tour, a parte mais emplogante seria colocar os pés na famosa ilha Koh Phi Phi Leh, do filme "The beach", apelidada pelos locais como a ilha de Leonardo. Realmente, se esta baía é realmente fascinante, perde um pouco do encanto devido à poluição da praia e à quantidade de turistas, e aqui começam a ganhar terreno, duas outras baías de fazer parar o coração, Sama bay e Pi Leh bay. Antes de regressar, passámos ainda na Monkey beach e nas Mosquito e bambu islands. Um dia maravilhoso por paisagens grandiosas e passar imenso tempo na água a fazer snorkeling, nadando no meio de centenas de pequenos peixes coloridos que se moviam por cima dos corais. Foi, seguramente, um dos mais maravilhosos dias que vivi até hoje.
A segunda vez que saímos do dito resort, foi então para uma verdadeira e extenuante escalada até ao topo da ilha, ao que se chama o view point. A subida pelo tribo estreito no meio da selva não é fácil, mas a vista compensa.
Uma semana depois, chegou, com muito pesar meu, o dia de me despedir de todo aquele paraíso e rumar à realidade do Ocidente. Deixei com muita tristeza, todas aquelas pessoas, funcionárias do resort que já me pareciam caras familiares. A Tailândia ficou para trás, faltaria uma enorme viagem de regresso...
Kuala Lumpur
Mais um voo e mais um país, a Malásia. Aterrei em Kuala Lumpur e pareceu-me chegar a um país árabe. Todas as mulheres aqui têm véu na cabeça. Apanhei o autocarro para s Sentral Station e seguidamente fui para o hotel. Conforme me aproximava da rua do hotel, comecei a estranhar a quantidade de indianos, lojas indianas e publicidades de Boolywood que íam aparecendo pelo caminho. Quando cheguei ao hotel, percebi que estava no coração de Little India. Tudo à volta era feito para estes emigrantes, desde restaurantes, lojas e supermercados. Era uma rua gira, o unico inconveniente era quando se queria comer comida ocidental, simplesmente não existia lá, apenas comida indiana.
Ninguém vai a Kuala Lumpur sem visitar as torres Petronas, isto no entanto trouxe uma grande tristeza para mim. O nosso plano era visitar as Petronas de manhã e à tarde ir às Batu Caves a pouco quilómetros da capital. No entanto, ao chegar de manhã às Petronas fomos informados que só a poderíamos subir às 16h. Isto implicou que, para grande lamento meu, não fosse às cavernas. Não sei se me arrependo ou não da decisão, mas agora é tarde para lamentos. De qualquer forma, a vista do cimo é incrível.
Bangkok
Despedida do Vietnam e rumo à capital da tailãndia, Bangkok.
A caminho do hotel estava visivel que tinha mudado radicalmente de país, aqui evistam-se arranha ceus por todo o lado, tal como as fotos dos reis, carros na estrada em vez das motas, transito organizado e deixaram de aparecer os chapéus em bico.
Depois de pousar as malas, apanhámos o metro para chegar ao porto e apanhar um barco para subir o rio. O cansaço era muito e ao final da tarde estávamos de regresso ao hotel. As ruas são movimentadas e com muita cor. Pelos passeios somos constantemente abordados por lojistas que garantem fazer fatos à medida por 100 dolares em 24 horas.
À noite para jantar, preferimos uma esplanada para ver o movimento das ruas, e era muito... o que se via mais era lady boys e estrangeiros com certa idade.
Ao regressar ao hotel recebemos uma má noticia. O nosso plano seria ir de manhã ao mercado flutuante e à tarde ao palácio real. Por azar, nesse dia o palácio só estaria aberto durante a manhã, o que nos obrigou a decidir por apenas um destino... esse destino foi o palácio real. Este complexo de edificios faz concorrência directa ao Vaticano pela beleza e pelo luxo, apesar de serem incomparáveis. Por cá em vez da guarda suíça e dos padres vêm-se os monges budistas.
Antes de jantar, permiti-me a um merecido mimo, experimentar uma verdadeira Thai massage. Escolhi um bom local e estive durante uma hora no paraíso. Saí de lá e percebi que o meu corpo, esgotado e cansado de andar com a mochila ás costas precisava da massagem mais do que a mente.
Halong Bay
A visita a Hanoi foi programa tendo em vista passar 2 dias e uma noite a bordo de um barco em plena Halong Bay, uma das sete maravilhas naturais do mundo. O autocarro saiu da capital vietnamita bem cedo, e a ansiedade de conhecer este local era enorme.De acordo com a lenda, quando um grande dragão que vivia nas montanhas correu até ao mar, a sua cauda cavou vales que mais tarde foram enchidos com água, deixando apenas pedaços de terra à superficie, ou seja, as inúmeras ilhas que se avistam na baía.
Após embarcar, tivemos uma bela recepção com bebida. Seguidamente, enquanto serviam o almoço o barco rumava ao interior da baía e a paisagem começava a sobressair. A primeira paragem foi para visitar Sung Sot Cave, uma enorme gruta num dos rochedos, onde a água cavou pelo calcário e formou aquela bela caverna.
Seguidamente, eu e o Pedro apoderámo-nos de uma canoa, e passámos um belo tempo a remar á volta de vários rochedos, com tremendo calor e uma vontade imensa de mergulhar naquela água quentinha. Depois da canoagem, regressámos ao barco e foi apenas no espaço de tempo para vestir o fato de banho, que o céu encobriu e começou a chover. Estava calor, muito calor, e não foi a chuva que impediu que saltássemos como loucos do barco para a água maravilhosa da baía. Na nossa cara estavam estampados sorrisos rasgados.
Depois deste belo banho, e enquanto não serviam o jantar, ficámos na proa do barco a beber uns cocktais. Chamados para o jantar, fomos mais uma vez inundados com comida vietnamita, que estava óptima. A nossa mesa era dividida com o Marco, alemão que estava a estudar na China, Li Leng, a sua colega de universidade, e com os 2 irmãos desta. Volta e meia aparecia por lá o nosso simpático guia, o Lang.
Após o jantar, mais um tempinho pela proa do barco a conversar com os restantes passageiros antes de regressar ao quarto. No dia seguinte, a primeira coisa que me atravessa a cabeça é "estou no meio de halong bay"... foi um bom pensamento. Pequeno almoço tomado, e seria altura para apanhar um pouco de sol e tomar um banho numa pequena praia de uma ilha. Feito isto, hora de almoçar e regressar a terra.
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