domingo, 26 de junho de 2011

José e Pilar

Gosto de Saramago, pela pessoa e pelos livros.
Queria há muito tempo ver este documentário, a expectativa era grande e não desiludiu. Adorei... adorei... adorei... O dia-a-dia de um Nobel incompreendido e julgado no seu próprio país, mas que conquistou o mundo. A mim, o que me conquistou ao vê-lo no documentário, foi a sua força de vida desejando uma única coisa... tempo! Precioso tempo que não teve, ou melhor, que se esgotou. Tempo este que tenho, que lentamente se vai esfumaçando, mas tenho o compromisso e a promessa a mim mesma de não o desperdiçar.

Passaporte

Viajar... viajar... viajar... viajar...
Antes de começar, já sabia que era isto que queria fazer da minha vida. Depois de começar, tenho essa certeza.
Chegou o dia em que foi necessário tirar o passaporte... aquele pequeno caderninho, que mais que um objecto, é um passaporte para grandes viagens, aventuras e descobertas. Descoberta do mundo em mim, alargar horizontes, ver culturas, mudar a mentalidade tentando compreender e absorver o mundo que nos rodeia. Aumentar bagagem do conhecimento vendo e sentindo coisas que nenhuma foto ou texto conseguem transmitir.
Que este passaporte me leve bem longe, muitas vezes e um dia mais tarde me traga boas recordações de cada carimbo. Que as portas se abram... here I go...

S. João - Porto


Adoro Santos Populares.
Poucas coisas são tão tradicionais como os nossos santos. Desta vez foi no Porto... Bom churrasco com amigos, a vista do fogo de artificio da Ponte da Arrábida e caminhada até à Foz... ufa... que caminhada. Santos Populares é sinónimo de chegada do Verão, e aventuras não faltarão :)

31 anos

O tempo vai passando, enquanto me sinto a rejuvenescer dia após dia. Porquê? Porque faço por isso... e adoro. Aos 31 anos tenho a vida que gosto, que sempre quis, desejei e sonhei. Aproveitei este último ano para fazer apenas uma coisa da minha vida, fazer aquilo que gosto, seja estar com a família, com os amigos, ver um concerto ou viajar. Dei então comigo a pensar o que poderia ter feito e não fiz, e a resposta é nada... NADA! Aproveitei todas as oportunidades que tive. Tenho plena consciência que que não poderia ter feito mais, e isso sabe bem... muito bem. É o sentimento de missão cumprida e zero de lamentações. Tive noção que tenho uma vida de sonho. A minha rotina, além do trabalho, são consideradas férias. Que privilégio! A verdade é que nada acontece por acaso, e quando existe coragem aliada à audácia, a vida torna-se no maior milagre e aventura que se pode ter. É isso... aventura... No momento em que deixei de fazer planos, em que tomei a decisão de apenas aproveitar todas as oportunidades que vão aparecendo na vida, foi no momento em que a vivência se tornou em algo de mágico, descontraído e inesperado. E gosto disso.
Agora, venham as aventuras dos 31. Memória no passado e pé no futuro... aproveitando cada dia como uma dádiva.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Luís Miguel Rocha



Existem muitas e boas alturas para pegar num livro, e poucas para se ouvir um escritor. Foi o que aconteceu hoje. Tive o privilégio de assistir a uma privada palestra e de conversar um pouco com um dos escritores mais difamados do nosso país. Considerado o Dan Brown português, é muitas vezes descrito como um escritor medíocre. Quanto a isso nada posso dizer, também porque ainda não li nenhum livro dele, coisa que brevemente penso corrigir. Se é bom ou não? Não sei, mas ninguém lhe pode tirar o mérito de ter o seu maior êxito "O último Papa" em Hollywood nas mãos de um senhor chamado Ridley Scott. Gostos à parte, não estou a contar com um Saramago, mas no mínimo um livro de intriga, conspiração e mistério com uma leitura fácil. A conclusão a que chego pelos comentário que oiço e leio é: das duas uma, ou ele realmente é muito mau e não se percebe como conseguiu ser o primeiro português a chegar ao top do New York Times, ou então até escreve interessantes livros e a mesquinhez do nosso povo veio ao de cima. A ver vamos... quando ler um livro dele já terei uma opinião mais formada.

domingo, 29 de maio de 2011

Equinócio


De Michael White, uma ficção que ocorre na Universidade de Oxford e reúne alquimia, Isaac Newton, Ciência, ocultismo, astronomia e uma série de assassinatos misteriosos e ritualistas. Um livro interessante para um fim de semana de chuva.

sábado, 28 de maio de 2011

A História Secreta


Livro de estreia de Donna Tartt revela-se uma história misteriosa, mas sem mistério. Logo no primeiro capítulo descobre-se o assassinato e quem o praticou, a partir daí é ver uma história ao contrário. A história perde por não ter suspense, apesar de bem escrita e com personagens muito bem caracterizadas e estranhas. Um grupo de 6 universitários e o seu professor de Grego que passam por várias fases, do êxtase, à amizade, passando pelos remorsos e discussões.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

La Tigre e la Neve

É daqueles filmes que dá imenso gosto ver pela primeira vez, e decerto mais ainda quando se revê passado um tempo. Durante este tempo, dá para lembrar que o filme é bom, mas para esquecer do quanto nos encanta e surpreende. Meu Deus, só aquela primeira cena: Igreja em ruínas, Roberto Benigni tão simples e incógnito, o homem na poltrona, o homem na cadeira de rodas a tocar clarinete com a bandeira do movimento pela Paz nas pernas, a entrada da noiva ao sinal dos sinos e o inconfundível e grandioso Tom waits a dar voz a todo este cenário.
Quanta determinação...Todo este filme é um maravilhoso poema.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Juno

Juno, filme de Jason Reitman de 2007, vencedor de vário prémios em festivais. Bem, existem filmes bons e menos bons, cada um classificado obviamente pelo gosto individual. Quanto a mim, na generalidade tenho uma queda por filmes britânicos, independentes, com argumentos de histórias do dia a dia, com uma fotografia incrível e bandas sonoras excepcionais. São o que chamo, filmes à minha medida. Juno enquadra-se na maioria destes critérios, passando de imediato para o top dos meus filmes.

sábado, 7 de maio de 2011

Trainspotting

Pois, ando a tentar tratar das minhas lacunas em grandes filmes. Esta produção de 1996 pertence a Danny Boyle, realizador também de um filme que gostei bastante "slumdog millionaire".
Duro, provocante, violento, excessivo, intenso, alucinante, perverso, engraçado, irónico, com muita heroína à mistura acompanhada por uma banda sonora de referência. Resumindo... adorei!