segunda-feira, 4 de julho de 2011

Roma

Roma, a cidade eterna...
Como se pode agradecer um presente de aniversário destes? Ficando imensamente agradecida e aproveitando ao máximo.
Roma é daquelas cidades que estava ansiosa para conhecer, pela arte e pela história, e depois de a conhecer chego à conclusão que é um destino obrigatório. Fora os tradicionais marcos históricos, a cidade é mexida, por vezes caótica... motas, motinhas, carrinhos, ferraris, pizzas, gelados, padres e freiras... coisas que se vêm constantemente ao virar de cada esquina...

Dia 1
Voo marcado para as 7h20m que foi adiado para as 9h45m. Muito sono a fazer horas pelo aeroporto e uma boa soneca no avião até aterrar em Fiumicino. Chegada a Roma e destino ao local de dormida, St Agostino, para pousar a mochila e começar a contar milhas nas pernas.
Dia dedicado apenas a andar pelas ruas da cidade, passando pela Piazza del Popolo, Escadaria Tinitá dei Monti e pela indescritivel Fontana di Trevi. Esta fonte foi daquelas coisas que me tirou o fôlego, e é para isto que vivo, para ver coisas que jamais sairão da minha cabeça. Aquela sensação que tive quando vi pela primeira vez a fonte ficará marcada na memória. Passagem também pelo Panteão, edifício antigo e imponente.









Dia 2
Dia do Vaticano. Se esperava algo grandioso, essa expectativa ficou muito aquém da realidade. A praça de S. Pedro não surpreendeu, mas o interior da Basílica e o Museu do Vaticano são colossais. Este dia ficou na minha memória por uma outra razão, vi 2 das esculturas que mais ambicionava, a Pietá de Miguel Angelo que se encontra no interior da basílica e o Pensador de Rodin do museu. Para além disso vi com os meus olhos a Capela Sistina. Todo o museu é um hino à arte, e apesar de já conhecer alguns museus pela Europa, nenhum deles contém a magnitude deste. É impossível imaginar andar 2 horas pelos corredores do museu e todos os cantos e cantinhos das paredes e tectos estarem pintados pelas mãos dos grandes mestres da Renascença. Uma das paredes tem o incrível afresco de Rafael "A escola de Atenas". Bem, fiquei sem palavras naqueles corredores e com uma dor no pescoço de estar sempre a olhar para cima. É imperdível este museu...













Dia 3
Diz o ditado "Em Roma sê romano", e nada melhor que passar o dia pelas monumentais ruínas do Coliseu, Palatino e Forum Romano. Muito calor, já o cansaço a pesar nas pernas, mas o Coliseu... bem... pergunto-me várias vezes como construiram aquilo. Quer se queira ou não, recuamos umas boas centenas de anos e imaginamos a agitação em momentos de Coliseu cheio, assim como a rotina naquela cidade milenar. Ao final da tarde, uma voltinha até à marginal do rio, jantar naquelas fabulosas ruelas e uma última visita à Fontana de Trevi.





Dia 4
Dia de pensar em regressar... última voltinha pela cidade e preparar as malas para apanhar o voo de regresso.



Vou ter saudades... foram mais uns dias inesquecíveis...

PS: Ao Pedro, mil obrigados pelo presente (o melhor presente que poderia desejar), pela companhia, mas acima de tudo... por todas as coisas que tenho de te agradecer, mas isso não partilho com ninguém, fica entre nós...

domingo, 26 de junho de 2011

José e Pilar

Gosto de Saramago, pela pessoa e pelos livros.
Queria há muito tempo ver este documentário, a expectativa era grande e não desiludiu. Adorei... adorei... adorei... O dia-a-dia de um Nobel incompreendido e julgado no seu próprio país, mas que conquistou o mundo. A mim, o que me conquistou ao vê-lo no documentário, foi a sua força de vida desejando uma única coisa... tempo! Precioso tempo que não teve, ou melhor, que se esgotou. Tempo este que tenho, que lentamente se vai esfumaçando, mas tenho o compromisso e a promessa a mim mesma de não o desperdiçar.

Passaporte

Viajar... viajar... viajar... viajar...
Antes de começar, já sabia que era isto que queria fazer da minha vida. Depois de começar, tenho essa certeza.
Chegou o dia em que foi necessário tirar o passaporte... aquele pequeno caderninho, que mais que um objecto, é um passaporte para grandes viagens, aventuras e descobertas. Descoberta do mundo em mim, alargar horizontes, ver culturas, mudar a mentalidade tentando compreender e absorver o mundo que nos rodeia. Aumentar bagagem do conhecimento vendo e sentindo coisas que nenhuma foto ou texto conseguem transmitir.
Que este passaporte me leve bem longe, muitas vezes e um dia mais tarde me traga boas recordações de cada carimbo. Que as portas se abram... here I go...

S. João - Porto


Adoro Santos Populares.
Poucas coisas são tão tradicionais como os nossos santos. Desta vez foi no Porto... Bom churrasco com amigos, a vista do fogo de artificio da Ponte da Arrábida e caminhada até à Foz... ufa... que caminhada. Santos Populares é sinónimo de chegada do Verão, e aventuras não faltarão :)

31 anos

O tempo vai passando, enquanto me sinto a rejuvenescer dia após dia. Porquê? Porque faço por isso... e adoro. Aos 31 anos tenho a vida que gosto, que sempre quis, desejei e sonhei. Aproveitei este último ano para fazer apenas uma coisa da minha vida, fazer aquilo que gosto, seja estar com a família, com os amigos, ver um concerto ou viajar. Dei então comigo a pensar o que poderia ter feito e não fiz, e a resposta é nada... NADA! Aproveitei todas as oportunidades que tive. Tenho plena consciência que que não poderia ter feito mais, e isso sabe bem... muito bem. É o sentimento de missão cumprida e zero de lamentações. Tive noção que tenho uma vida de sonho. A minha rotina, além do trabalho, são consideradas férias. Que privilégio! A verdade é que nada acontece por acaso, e quando existe coragem aliada à audácia, a vida torna-se no maior milagre e aventura que se pode ter. É isso... aventura... No momento em que deixei de fazer planos, em que tomei a decisão de apenas aproveitar todas as oportunidades que vão aparecendo na vida, foi no momento em que a vivência se tornou em algo de mágico, descontraído e inesperado. E gosto disso.
Agora, venham as aventuras dos 31. Memória no passado e pé no futuro... aproveitando cada dia como uma dádiva.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Luís Miguel Rocha



Existem muitas e boas alturas para pegar num livro, e poucas para se ouvir um escritor. Foi o que aconteceu hoje. Tive o privilégio de assistir a uma privada palestra e de conversar um pouco com um dos escritores mais difamados do nosso país. Considerado o Dan Brown português, é muitas vezes descrito como um escritor medíocre. Quanto a isso nada posso dizer, também porque ainda não li nenhum livro dele, coisa que brevemente penso corrigir. Se é bom ou não? Não sei, mas ninguém lhe pode tirar o mérito de ter o seu maior êxito "O último Papa" em Hollywood nas mãos de um senhor chamado Ridley Scott. Gostos à parte, não estou a contar com um Saramago, mas no mínimo um livro de intriga, conspiração e mistério com uma leitura fácil. A conclusão a que chego pelos comentário que oiço e leio é: das duas uma, ou ele realmente é muito mau e não se percebe como conseguiu ser o primeiro português a chegar ao top do New York Times, ou então até escreve interessantes livros e a mesquinhez do nosso povo veio ao de cima. A ver vamos... quando ler um livro dele já terei uma opinião mais formada.

domingo, 29 de maio de 2011

Equinócio


De Michael White, uma ficção que ocorre na Universidade de Oxford e reúne alquimia, Isaac Newton, Ciência, ocultismo, astronomia e uma série de assassinatos misteriosos e ritualistas. Um livro interessante para um fim de semana de chuva.

sábado, 28 de maio de 2011

A História Secreta


Livro de estreia de Donna Tartt revela-se uma história misteriosa, mas sem mistério. Logo no primeiro capítulo descobre-se o assassinato e quem o praticou, a partir daí é ver uma história ao contrário. A história perde por não ter suspense, apesar de bem escrita e com personagens muito bem caracterizadas e estranhas. Um grupo de 6 universitários e o seu professor de Grego que passam por várias fases, do êxtase, à amizade, passando pelos remorsos e discussões.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

La Tigre e la Neve

É daqueles filmes que dá imenso gosto ver pela primeira vez, e decerto mais ainda quando se revê passado um tempo. Durante este tempo, dá para lembrar que o filme é bom, mas para esquecer do quanto nos encanta e surpreende. Meu Deus, só aquela primeira cena: Igreja em ruínas, Roberto Benigni tão simples e incógnito, o homem na poltrona, o homem na cadeira de rodas a tocar clarinete com a bandeira do movimento pela Paz nas pernas, a entrada da noiva ao sinal dos sinos e o inconfundível e grandioso Tom waits a dar voz a todo este cenário.
Quanta determinação...Todo este filme é um maravilhoso poema.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Juno

Juno, filme de Jason Reitman de 2007, vencedor de vário prémios em festivais. Bem, existem filmes bons e menos bons, cada um classificado obviamente pelo gosto individual. Quanto a mim, na generalidade tenho uma queda por filmes britânicos, independentes, com argumentos de histórias do dia a dia, com uma fotografia incrível e bandas sonoras excepcionais. São o que chamo, filmes à minha medida. Juno enquadra-se na maioria destes critérios, passando de imediato para o top dos meus filmes.