segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ubud, Bali @ Indonesia

Esta pequena localidade inundada de turistas é considerada o centro espiritual de Bali, também chamada a ilha dos deuses. Pensava que iria encontrar uma pequena vila, mas aquilo que vi foi uma localidade muito maior do que imaginava, cheia de carros e turistas a entupir estradas e passeios. Graças à sugestão do Sebastian e da Martha, fomos jantar ao restaurante Ibu Rai. Ao chegar, vimos fila para entrar e estávamos mesmo para desisitir, ainda bem que ficamos, a espera foi apenas de 2 minutos e foi-nos atribuída uma mesa no jardim à luz das velas. Tudo eram velas, não se via uma única luz artificial. Se o ambiente era extremamente intimo, a comida foi divinal.... volto a repetir.... divinal. Entre cocktails, entradas e dois pratos tivemos um jantar delicioso por menos de 30 euros. Se este valor em Ubud é elevado, o mesmo jantar em qualquer local da europa não ficaria a menos de 100 euros. Tudo era requintado ao pormenor, desde a música à apresentação dos pratos. Não sei se Bali é ou não a ilha dos deuses, mas Ubud de certeza que é o local onde se come divinalmente. A comprovar, todos os restaurantes que fomos a seguir, em todos eles comemos como muito raramente acontece e sempre por preços bastante acessíveis.




O hotel era um templo Hindu, como quase todos os hotéis de Ubud. Existe um templo central e constroem alojamentos individuais em torno. Não posso dizer que foi o melhor quarto em que fiquei, muito longe disso, mas como beleza exterior foi sem duvida um dos mais belos. Era normal estarmos à noite na zona comum e ouvir o dono do hotel a tocar um instrumento típico da ilha, o que claro, dá sempre aquela indescritível sensação de estar longe de casa.



Um dia completo em Ubud e teria de ser aproveitado ao máximo. Assim, logo pelas 9h da manhã estávamos no carro do nosso guia para visitar plantações de café, terraços de arroz e templos. Na plantação de café, passeámos por lá uns minutos, vimos os famosos Luwaks de onde deriva o café mais caro do mundo e deram-nos a experimentar 15 amostras de café e chás que lá produzem. Como vezes não são vezes, decidimos experimentar uma chávena do famoso café Luwak por 5 dolares. Pode parecer caro, mas na europa custa 50 libras. Os terraços de arroz são sulcos e mais sulcos verdejantes com palmeiras e outras árvores de cenário de fundo. A dizer assim pode não parecer muito interessante, mas na realidade é uma paisagem que além de bela, traz uma sensação de tranquilidade quando se olha para ela.







Dos templos que visitámos, o mais bonito é também o mais cansativo porque são centenas de escadas a descer para o visitar, que claro, depois vão ter de se subir. O templo Gunung Kawi possui umas gigantescas incrustações nas rochas, mas mais do que isso, a descida vale pelo belíssimo enquadramento verde onde está o templo. Na descida até ao rio, local onde está o templo, passa-se por terraços de arroz e o cenário verdejante envolvente do templo e do rio é que dá uma rara beleza ao templo.




Pela tarde, fomos até à Monkey Forest, uma área de árvores centenárias e algumas milenares, com um espesso manto verde tanto nos troncos como nas construções em pedra espalhadas pelo local. O nome de floresta dos macacos não foi dado à toa, na realidade aquele é o espaço dos macacos, não são dois nem três que se têm de procurar, mas sim milhares espalhados em cada metro daquele espaço. Sinceramente, pela beleza natural do local, pelos macacos e pela harmonia entre obra humana e natural, achei todo aquele espaço como um dos mais bonitos que vi até hoje.







Ubud tem outra característica, para além ser o melhor local do mundo para se comer (não estou a brincar), tem lojas de fazer perder a cabeça a qualquer mulher. Geralmente não sou consumista e passo bem sem recordações de viagens, para além do típico postal, mas nesta terriola, qualquer loja dá para ficar de olhos colados, seja roupa, objectos, pintura... qualquer coisa, é preciso ter força de vontade para seguir caminho e não entrar nas lojas.
Após a curta passagem por Ubud, tínhamos pela frente um longo dia, primeiro apanhar um taxia até ao aeroporto, depois voo para Jakarta, 5h de escala e mais um voo de 8h até ao Dubai. Deste dia três recordações, a primeira foi ao entrar no voo da Air Asia em Denpassar, verificar que a música que estava a dar era portuguesa do Tim, a segunda foi o ataque de riso que me deu quando vi duas senhoras asiáticas (talvez chinesas) a subir umas escadas de avião a 30 metros das escadas que realmente davam ao avião. Mas como é possível terem subido as escadas sem reparar que faltava lá um avião, não é uma coisa pequena!!!!
Finalmente, foi a espera em Jakarta que custou bem menos uma vez que graças ao Pedro tivemos acesso ao lounge do Citi. Comer e mais comer à parolos, bons sofás, internet e tudo mais que precisássemos, assim custa pouco. 6h da tarde, e uma coça de avião até à ultima paragem, o Dubai.

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